Veja como a IA ajuda a garantir que elefantes e trens não colidam na Índia

Veja como a IA ajuda a garantir que elefantes e trens não colidam na ÍndiaNo ano passado, Michel André e sua equipe foram chamados para resolver um problema com IA (inteligência artificial) envolvendo elefantes e trens na Índia. Registros mostram que a ferrovia Siliguri-Jalapaiguri tem o maior número de colisões fatais envolvendo elefantes no país. Nos últimos 10 anos, os trens desta linha atingiram e mataram mais de 200 elefantes.
Portanto, em novembro de 2019, ele e seus colegas realizaram com sucesso testes-piloto com um detector acústico de elefantes colocado em trilhos de trem no estado indiano de Bengala Ocidental.
Este detector traz uma solução tecnológica para os problemas apresentados por humanos que vivem nas proximidades de elefantes selvagens, que matam dezenas de pessoas na Índia todos os anos.

IA ajuda a garantir que elefantes e trens não colidam na Índia

O crescimento da atividade humana na Índia, com o consequente desenvolvimento da rede ferroviária e a expansão das cidades e plantações, cada vez mais coloca humanos e elefantes em conflito.
Veja como a IA ajuda a garantir que elefantes e trens não colidam na ÍndiaRegistros mostram que a ferrovia Siliguri-Jalapaiguri tem o maior número de colisões fatais envolvendo elefantes no país. Imagem: mmamontov | Pixabay.
Por exemplo, os elefantes entram nas plantações que substituíram áreas de floresta e se alimentam das plantações. Assim, os fazendeiros defendem suas propriedades, o que torna os elefantes cada vez mais agressivos.
André estava convencido de que detectores acústicos inteligentes poderiam fornecer uma solução imediata para mitigar o conflito. Ele diz:
Em lugares onde as atividades humanas invadem o habitat da vida selvagem, é inútil e perigoso desenvolver tecnologias que assustam os animais e os fazem fugir.
Devemos ouvir a vida selvagem para detectar sua presença e evitar confrontos para conseguir uma melhor coexistência entre o homem e a natureza. A bioacústica de hoje pode enfrentar esse desafio.
Ele buscou financiamento para adaptar os sensores que já usava na floresta amazônica. Seu objetivo era desenvolver um sistema para alertar os maquinistas sobre a presença de elefantes.
Para que o processo funcionasse, os pesquisadores precisaram instalar gravadores e câmeras para registrar a paisagem sonora e, em seguida, diferenciar os sons e imagens dos elefantes do resto dos elementos da paisagem.
Em seguida, os sons gravados precisavam ser analisados com técnicas de machine learning. André disse:
Desenvolvemos nossos próprios algoritmos e hardware.
Por fim, dois painéis solares ajudam a garantir a autonomia e sustentabilidade de todo o sistema. Os dados são transmitidos via telefone, através de Wi-Fi, 3G ou 4G, dependendo da disponibilidade das redes, o que permite o envio de alertas em tempo real aos maquinistas.
Fonte: ZDNET
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FONTE: Blog SempreUpdate
Agradecimentos aos autores originais desta publicação! Até a próxima!