Telecomunicações e informática têm déficit comercial até setembro de 2020

A Abinee (Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica) publicou hoje, 16, a balança comercial do setor elétrico eletrônico de janeiro a setembro de 2020. De acordo com os indicadores, as áreas de telecomunicações e informática tiveram um déficit de US$ 1,607 bilhão e US$ 1,347 bilhão, respectivamente.

O setor eletroeletrônico brasileiro apresentou um déficit de US$ 18,05 bilhões, uma redução de 8,2% em relação ao mesmo período de 2019. Durante 2020, tanto a queda de exportação (-23,1%) quanto de importação (-10,9%) foram reflexos da retração da atividade econômica no Brasil e no mundo por conta da pandemia de Coronavírus.

Exportações

As exportações de 2020 já haviam começado em baixa e somaram US$ 3,30 bilhões até setembro. A Geração, Transmissão e Distribuição de Energia elétrica (GTD) foi o único setor com superávit, um valor de US$ 487 milhões (40,5%).

Enquanto isso, a área de informática teve a segunda maior queda (-45,6%), totalizando US$ 131,5 milhões. Uma das razões para isso é a diminuição de 75% das vendas de máquinas de processamento de dados. A telecomunicação também sofreu uma queda de 18,3% e exportou um valor de US$ 189,2 milhões. Apesar do crescimento de 232% das vendas de equipamentos de comunicação sem fio, não foi possível recompensar a redução de 15% das estações rádio-base.

O ano de 2019 (435,4 milhões) também representou uma retração de exportações, que foi de 12,5%, em relação ao seu anterior. Na época, a área da informática chegou a diminuir 52.,8% Por outro lado, a área de telecomunicações cresceu 74,5% e somou US$ 197,4 milhões.

Importações

Com um total de US$ 21,3 bilhões de acumulo, houve queda em cinco das oito áreas do setor. As altas pertencem as áreas de GTD (9,2%), telecomunicações (3,4%) e informática (1,1%). O crescimento deste último está relacionado com compras externas de máquinas para processamento de dados, que totalizaram US$ 626,8 milhões.

Telecomunicação somou US$ 1,6 bilhão, impulsionado pelas importações de celulares (US$ 341,3 milhões) e cabos para telecomunicação (US$ 102,5 milhões). A área apresentou o maior aumento em relação as outras, 20,7%. Isso devido a influência da expansão das compras de celulares (171%), que foi de US$ 11,5 milhões em setembro de 2019, para US$ 31,3 milhões em setembro de 2020.

O mês de setembro representa o terceiro consecutivo em alta, após quedas de abril,  maio e junho. Além do Coronavírus, a alta do dólar é responsável pelas quedas na importação.

FONTE: TeleSíntese
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