Remoção de discurso de ódio no Facebook salta 15 vezes desde 2017

Plataforma está sob investigação após vazamento de dados de mais de 530 milhões de usuários

A remoção de conteúdos de discursos de ódio no Facebook e Instagram aumentou 15 vezes desde 2017. Dados divulgados hoje, 18, pela rede social mostram que no segundo trimestre deste ano, houve 31,5 milhões de remoções de conteúdos do tipo.

Além do salto no período, houve crescimento em relação ao começo do ano: no primeiro trimestre, foram 25,2 milhões de remoções. No Instagram, foram 9,8 milhões de remoções agora, ante 6,3 milhões de janeiro a março.

O aumento das remoções fez diminuir a prevalência do discurso de ódio na rede, diz a empresa. A porcentagem desse indicador passou de 0,06% para 0,05%.

A plataforma retirou ainda 20 milhões de conteúdos de desinformação relacionados a covid-19. Outras 3 mil contas, páginas e grupos foram excluídos por conta de repetidas violações às políticas contra propagação de desinformação sobre a pandemia e vacinas entre abril e junho.

As redes também exibiram avisos em mais de 190 milhões de conteúdos sobre covid-19 que seus parceiros checadores de fatos classificaram como não verdadeiros. Com isso, essas produções receberam uma etiqueta para indicar que são falsas.

Em países com maior disponibilidade de vacinas, as redes procuravam exibir posts de amigos que continham adesivos em apoio a vacina. Mais de 18 milhões de pessoas no mundo já usaram temas de perfil no Facebook para apoiar essa forma de imunização. Enquanto isso, 25% dos usuários do Facebook viram alguém usar os temas de perfil da vacina da UNICEF sobre o COVID-19 e, no Instagram, esse número é de 29%. Na rede social de imagens, 7,6 milhões de pessoas utilizaram os adesivos.

Em relação à segurança infantil, o Facebook excluiu 2,3 milhões de posts que continha nudez de crianças, com uma taxa proativa (porcentagem de conteúdos moderados pelas redes antes de usuários comunicarem) de 97%. O Instagram conseguiu remover 458 mil posts a uma taxa proativa de 95%.

Conteúdos de exploração sexual infantil no Facebook somaram 25,7 milhões de exclusões com taxa proativa de 99%. No Instagram, houve 1,4 milhão de remoções e taxa proativa de 96%. A companhia informou que tais números foram possíveis devido ao aprimoramentos em tecnologias de detecção proativa em vídeos e de correspondência de mídia.

Além disso, o Facebook retirou 16,8 milhões de conteúdos de automutilação e suicídio, enquanto no primeiro trimestre esse número havia sido de 5,1 milhões. Já o Instagram teve 3 milhões desses conteúdos removidos, contra 2,6 milhões no primeiro trimestre de 2021. (Com assessoria de imprensa)

FONTE: TeleSíntese
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