Rede privativa do governo custa pelo menos R$ 780 milhões, calcula Faria

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou nesta terça-feira, 9, durante reunião do Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados sobre a implementação do 5G no Brasil, que um gestor privado fará a gestão da rede privativa de telecomunicações do governo federal.

“Quem vai fazer esta rede? O setor privado. Quem vai gerir? Privado também. Nós iremos contratar um ente privado que faz todos os serviços de investimentos do leilão de telecomunicações. Não queremos que o governo faça isso, nem o ministério. É um valor muito alto, de até praticamente o valor anual que nós temos do Ministério. Isso foi orçado em R$ 780 milhões, que atenderia a rede móvel em Brasília e a fixa nos estados, então colocamos um teto de R$ 1 bilhão”, informou Fábio Faria. Ele explicou que o valor foi acordado tanto com a Anatel, quanto com as operadoras.

A coordenadora do GT, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), questionou o ministro por que fazer uma rede separada se a gestão será do setor privado? Ao responder, Faria reiterou que embora a gestão da rede privativa seja feita pelo setor privado, o governo “coloca os requisitos”.

Segundo ele, a Telebras seria cogitada em última análise, se não tiver ninguém interessado em prestar esse serviço. “Mas todas as empresas, todas, têm condições de realizar esse serviço”, afirmou.

Faria procurou contemporizar as preocupações manifestas pelas operadoras ao governo, de que teria de bancar a construção de uma rede que poderia concorrer com os serviços por elas oferecidos.

“Um dos riscos que tínhamos, que gerou desavenças, é que a teles tinham a preocupação de, se por acaso, a Telebras viesse a fazer esse serviço, já que é estatal e tem todos os benefícios por ser uma estatal e ia também gerir uma rede privativa móvel em Brasília, fixa nos estados, e isso seria uma ameaça para elas, que não são estatais”, concluiu.

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FONTE: TeleSíntese
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