Programas de passaportes COVID-19 são ameaçados por vacinas e certificados de testes falsos

Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora líder de soluções de cibersegurança global, está alertando sobre fraudes que ameaçam os programas de passaportes da COVID-19 do Reino Unido e da União Europeia. A empresa alerta que os programas podem ser extintos se medidas não forem tomadas para combater a ameaça de vacinação falsa e de certificados de testes falsificados. As vendas dessas falsificações está, segundo a empresa, acontecendo na Darknet e por meio do aplicativo de mensagens Telegram.

“O acordo da União Europeia, que entrará em vigor em 7 de junho, e que será lançado em 1 de julho, fornecerá um certificado gratuito na forma de um código QR em um smartphone ou como um documento em papel, o qual mostrará que uma pessoa está vacinada, que tem alguma imunidade por ter tido o vírus ou teve um resultado negativo recente no teste de PCR. Os viajantes do Reino Unido que receberam ambas as doses de vacina poderão usar o aplicativo NHS (Serviço Nacional de Saúde, NHS na sigla em inglês) como um passaporte de vacina e deverão ser cobertos pelo plano da União Europeia como um país terceiro”.

Segundo a Check Point Research (CPR), existem outros países que desejam lançar seus próprios passaportes COVID, e o Brasil e um deles. Além do nosso país, a França, a Alemanha e a República Tcheca também pretendem fazer o mesmo. De acordo com a equipe da CPR, “é preciso uma abordagem global unificada para verificar a validade dos certificados, pois as regras fragmentadas e a ambiguidade podem cair nas mãos de cibercriminosos e fraudadores”.

programas-de-passaportes-covid-19-sao-ameacados-por-vacinas-e-certificados-de-testes-falsosImagem: Etias

Aumento no número de fornecedores de certificados falsos

A CPR descobriu um aumento de 500% no número de fornecedores de certificados falsos de março a maio deste ano. Parece que a aproximação do período de verão no hemisfério norte pode ser um dos motivos pelos quais tem existido essa demanda para escapar das inspeções, aponta a empresa.

Cinco fornecedores foram encontrados na Darknet em março de 2021. E, em maio, já havia mais de 100 canais no Telegram oferecendo a venda de vacinas falsas ou certificados de teste negativos. Um risco à saúde e aos programas de passaportes COVID!

A CPR aponta que “as vacinas e os certificados falsificados podem ter como “clientes” as pessoas que tiveram resultado positivo, se recusaram a fazer o teste ou não desejam receber a vacina. Essa ação fraudulenta também pode ocorrer devido à exploração de usuários incautos em busca de informações e orientação, que são atraídos para domínios de sites fraudulentos ou suspeitos, pensando que são genuínos”.

Telegram: Venda de certificados falsos tem aumentado na plataforma

“Os certificados falsos para venda no Telegram incluem Estados Unidos (CDC – Centers for Disease Control and Prevention), Reino Unido (NHS – National Health Service), Alemanha, Índia, Rússia e o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia amarelo (registro oficial de vacinação criado pela Organização Mundial de Saúde)”.

A Check Point alerta que é preciso que os viajantes fiquem alertas. Sites com erros ortográficos, por exemplo, podem indicar golpe. A empresa orienta ainda que essas pessoas só instalem aplicativos verificados de fontes oficiais. Além disso, eles também devem atentar para os próprios códigos QR, pois eles podem servir como um portal para as informações armazenadas no dispositivo. “Os atacantes substituem os códigos QR legítimos por um que inicia uma URL maliciosa ou tenta baixar malware personalizado quando verificado. O código malicioso pode, então, roubar as credenciais de login usadas para outros aplicativos no telefone do usuário”.

“A Check Point Software faz um apelo aos governos para que se unam e ajam rapidamente no combate ao aumento das vendas de certificados falsos via Telegram e na Darknet. Sem um sistema central, torna-se muito mais fácil para os atacantes e fraudadores furarem os bloqueios”, avisa Fernando de Falchi, gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Brasil.

FONTE: Blog SempreUpdate
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