Para a Vivo, uso do FUST na rede móvel pode acelerar digitalização do campo

A Vivo aposta suas fichas no crescimento da demanda vinda do agronegócio. A empresa vem trabalhando no desenvolvimento de ofertas para o grande produtor rural, e fechou nos últimos anos contrato com seis grandes grupos.

Mas, conforme representante da empresa, produtores menores poderiam se beneficiar da internet das coisas aplicadas à produtividade agrícola se os impostos sobre os equipamentos fossem mais baixos. E se houvesse uma política pública que incentivasse a expansão das redes móveis 4G – utilizadas para levar IoT ao campo.

“Se o Congresso aprovar a redução do Fistel, zerando a taxa, como previsto nos PLs 6549 e 349, ajudaria a reduzir custo da cadeia. Outro ponto seria a regulação do FUST, levando o investimento para tecnologias móveis atuais a um custo muito mais baixo”, afirmou hoje, 14, Diego Aguiar, head de IoT, Big Data e Inovações B2B da Vivo, durante painel do AGROtic, evento digital organizado pela Momento Editorial, editora do Tele.Síntese.

O executivo lembrou que o uso do FUST, por exemplo, depende não apenas de alteração da legislação, como a manutenção do fundo, listado pelo governo como um dos que devem ser extintos a fim de que os recursos sejam liberados para outras finalidades – inclusive não relacionadas ao setor de telecomunicações.

O FUST já arrecadou mais de R$ 22,6 bilhões desde que foi criado, mas tem em caixa apenas R$ 5,6 milhões. Do total arrecadado, estima-se que apenas 1,2% foi destinado à finalidade original de incentivar a universalização das telecomunicações no país.

Satélite

Para Aguiar, mantido o FUST e havendo destinação do recurso para as redes terrestre, também o médio produtor vai se beneficiar da IoT a um custo muito mais baixo que qualquer solução satelital.

O executivo lembrou que a conectividade por satélite cumpre um papel no campo para tarefas específicas, mas que o aumento da eficiência agrária virá com uma conectividade que reúna também serviços – como os baseados em big data – presentes nas ofertas das operadoras móveis.

Perguntado se os satélites de baixa órbita não seria uma alternativa rival, ele ressaltou que esta tecnologia ainda é nascente e incerto. “Ainda não se conhece o custo regulatório nem o arcabouço legal ao qual o satélite de baixa órbita estará sujeito”, pontuou.

Além de Aguiar, estavam no debate Alexandre Dal Forno, head de marketing corporativo e IoT da TIM Brasil,
Eduardo Polidoro, diretor de Negócios de IoT da Claro, e Paulo Bernardocki, diretor de Soluções e Tecnologia para a Ericsson Latam South.

FONTE: TeleSíntese
Aproveito a oportunidade para renovar meus protestos de respeito e consideração aos autores da publicação original.