Oi quer até 25% do mercado futuro de fibra do país

Rodrigo Abreu, CEO da Oi - foto: reprodução
Rodrigo Abreu, CEO da Oi, durante live do BTG Pactual – foto: reprodução

Ainda há muito espaço para expansão da fibra óptica. Por conta disso, a expectativa da Oi é de que exista possibilidade do país chegar a 40 milhões conectadas com a tecnologia. Se assim for, a operadora deseja ter um market share de 20% a 25% desse total.

Os números são de Rodrigo Abreu, CEO da Oi, revelados em live do BTG Pactual nesta terça, 14, da qual o executivo participou.

Recuperação

Abreu falou sobre o processo de recuperação judicial pelo qual a Oi está passando. “O plano inclui possível renegociação futura porque a companhia estará em outra situação. A expectativa é que nossa participação na V.tal se valorize nos próximos 3 anos e tenhamos uma posição de 20 bilhões de reais”.

A venda da Oi Móvel recebeu aval da área técnica do Cade, mas irá ao Tribunal da autarquia. Na Anatel, aconteceu o mesmo: recomendação favorável dos técnicos, que aguarda ainda avaliação do Conselho Diretor. No caso da Infraco, a venda do controle para a Globenet já foi aprovada no Cade e agora passa por escrutínio da Anatel.

“A Anatel já fez recomendação da área técnica, sem restrições, para aprovação, e vai encaminhar para o Conselho Diretor”, reforçou.

“No caso da operação móvel, a aprovação deve ser no máximo no início de fevereiro. Dia 9 de fevereiro é a data limite”, continuou.

Arbitragem

A arbitragem está prevista para terminar só em 2023, mas Rodrigo Abreu reforçou que acredita que a Oi saia da recuperação judicial um ano antes, como vem dizendo.

“A previsão é final de março de 2022. Ideia é que fechemos as duas operações como empresa em recuperação judicial. Então, a partir do segundo semestre de 2022 não estaríamos mais em recuperação judicial, mas há todo um cronograma a seguir, em relação ao processo da dívida”, disse.

Abreu foi adiante na questão. “O saldo do PGMU, para quem não sabe, ditava uma série de obrigações de atendimento a algumas localidades e algumas obrigações como, por exemplo, telefonia pública, de orelhões, e que ao longo do tempo foram sendo eliminadas em substituição à necessidade de as companhias continuarem a fazer investimento deficitário para poder compensar a melhoria econômica obtida com essa remoção de obrigações”, falou.

“Em tese, numa equação sustentável faria sentido, mas numa equação que já não era sustentável deixa de fazer sentido. Se retiro uma obrigação que faz com que diminua meu prejuízo, não posso voltar a impor outra obrigação para aumentar esse prejuízo”, continuou.

“Existe hoje uma cobrança, pela agência, de saldo de PGMU que equivale a mais de 3 bilhões de reais”, finalizou.

5G

A Oi não participou do leilão do 5G – e já havia avisado que não participaria -, e Abreu acredita que a visão do país com quatro grandes operadoras é equivocada.

“Acredito que é uma visão até já superada. Creio que o Brasil teria dificuldade, hoje, de comportar quatro operadoras, até pelo nível de competitividade, custo e receita que isso geraria”.

Segundo ele, o 5G abre possibilidades mesmo para quem não participou, que é na questão das redes privadas. “Isso já está em nosso radar. Um exemplo é o fato de já estarmos trabalhando na rede de segurança do Estado da Bahia.”

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FONTE: Dicas e Soluções em TI
Aproveito a oportunidade para renovar meus protestos de respeito e consideração aos autores da publicação original.