Oi espera vender as cinco unidades até 2021

Rodrigo Abreu, CEO da Oi, na transmissão da assembleia geral de credores / imagem da internet

A proposta de Aditamento ao Plano de Recuperação Judicial prevê a venda  das cinco unidades, incluindo a Oi Móvel, até o final de 2021, devendo concluir em maio de 2022 o aditamento do PRJ (Plano de Recuperação Judicial) a ser votado hoje, 8, na assembleia virtual dos credores. A companhia colocou à venda as unidades de torres, data centers, operações móveis, empresa de infraestrutura e a operação de TV via satélite.

Os dados foram apresentados no evento pelo presidente da Oi, Rodrigo Abreu, para defender a proposta a ser apreciada por cerca 5.000 credores que se credenciaram para votar. “A aprovação do aditamento por esta nova AGC (Assembleia Geral dos Creditores) permitirá a Oi fortalecer a sua operação e dar mais segurança a todos os seus credores” , declarou, ressaltando em sua apresentação que o “cronograma dependente de aprovações judiciais, regulatórias e concorrenciais”.

Segundo o CEO da operadora, o aditamento apresenta vantagens porque “traz opções futuras e da antecipação do pagamento de dívidas, reduzindo o risco de credores e em troca beneficiando a companhia com melhores condições de pagamento a curto prazo e da criação de novas alternativas para diversas classes de credores”.

Até dezembro, Abreu projeta iniciar o processo de venda da Oi Móvel, que já conta com a proposta de R$ 16,5 bilhões apresentada pelo trio de concorrentes formado por Claro, Tim e Vivo. A venda das operações móveis está prevista para o quatro trimestre de 2021. Nessa proposta, o preço mínimo ofertado pelas três bells é de R$ 15,744 bilhões, o que inclui R$ 756 milhões de contratos futuros. Com a oferta comunicada ontem , foi feito um acréscimo de R$ 819 milhões, representado em contrato de compra de capacidade na forma de “take or pay” no montante de R$ 819 milhões, o que alcança o valor de R$ 16,5 bilhões.

Com essa oferta, a Oi assegurou preferência ao grupo de rivais para levar a Oi Móvel à condição de “stalking horse”, cavalo perseguidor em inglês, ou seja, o último a dar a palavra na disputa a ser aberta em edital a ser lançado. A venda da unidade móvel inclui a rede ativa, clientes e espectro e exclui elementos da rede ativa ou passiva de transmissão.

No primeiro trimestre de 2021, será aberto processo de venda da InfraCo, a empresa de infraestrutura de telecomunicações, devendo ser concluído no terceiro trimestre também do próximo ano. Para a InfraCo, a proposta de preço mínimo é de R$ 6,5 bilhões (parcelado em 3 vezes com oferta secundária ou R$ 5 bilhões em oferta primária), para 25,5% das ações, com estimativa de valor de valor econômico da empresa de R$ 20 bilhões.

Além do dinheiro novo, o comprador  da empresa de infraestrutura neutra deve se comprometer a arcar com a  dívida de R$ 2,4 bilhões. Essa venda inclui a rede FTTH , equipamentos e operação, contratos do atacado, de longo prazo (IRUs) para backbone e backhaul e dutos da Oi SA e Telemar. Serão alienados 25,5% a 51% do capital, garantindo concorrência pelo controle da InfraCo.

Torres, data centers e TV paga

De outubro a dezembro deste ano, o dirigente da operadora disse que pretende iniciar e concluir a venda das unidades de torres e de data centers, respectivamente, pelos valores de R$ 1,067 bilhão e R$ 325 milhões.

No primeiro caso, serão oferecidas 637 torres da móvel e 222 sites indoors (infraestrutura passiva em shoppings, hotéis e outros). Já os cinco data centers do grupo receberam uma oferta de R$ 325 milhões, sendo R$ 250 milhões à vista e R$ 75 mi a prazo.

TV e satélite

Já a venda da TVCO, responsável pela operação de TV, está prevista para ser inciada no primeiro trimestre de 2021 e concluída no terceiro trimestre seguinte, paralelamente à alienação da InfraCo. Incluirá infra e equipamentos DTH, clientes e obrigações adjacentes aos serviços de DTH e IPTV (SeAC).

Deve ser vendida pelo preço mínimo de R$ 20 milhões. O comprador deve assumir o pagamento por utilização de capacidade satelital até 2027, desonerando a Oi deste custo anual.

Há ainda uma divisão de receitas de 50% sobre as receitas de conteúdos prestadas para os clientes IPTV. “Cumpre lembrar que a companhia mantém toda a infraestrutura de transmissão de IPTV e a operação que gere os aplicativos de streaming de conteúdo com a marca Oi Play”, explicou o CEO da Oi.

 

FONTE: TeleSíntese
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