O gostinho da 5G no ESS

Edvaldo João dos Santos, diretor de P&D do Ericsson

Ericsson Telecom

1º Lugar

Categoria Fornecedores de Software e Serviços

Serviço inovador: Ericsson Spectrum Sharing

Por Fátima Fonseca

[O Tele.Síntese vai publicar ao longo das próximas semanas as reportagens publicadas no Anuário Tele.Síntese de Inovação 2020, editado no final do ano passado e que pode ser baixado na íntegra e gratuitamente aqui]

A solução Ericsson Spectrum Sharing (ESS) é uma inovação disruptiva de compartilhamento de espectro entre as tecnologias 4G e 5G. “Ela permite às operadoras iniciar a oferta de serviços 5G, antes mesmo do leilão de novas frequências da Anatel, por meio da reutilização de infraestrutura de rede já em operação”, explica Edvaldo João dos Santos, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Ericsson.

Na prática, a tecnologia permite o compartilhamento das frequências do 4G LTE com os usuários de 5G com uma simples atualização de software, feita remotamente. “Uma rede existente e operando em 4G poderá oferecer a conectividade 5G nas frequências disponíveis, com granularidade temporal de apenas 1 milissegundo”, destaca Edvaldo. “A inovação permite o aproveitamento pleno de investimento prévio e de infraestrutura disponível, aumenta a eficiência do uso do espectro de radiofrequências e melhora a performance da rede e a experiência
dos usuários”, reforça o diretor de P&D.

A tecnologia ESS já está em uso pela operadora Claro que anunciou, em novembro, a expansão da rede de quinta geração para 12 cidades do país. Em São Paulo e Rio de Janeiro, a cobertura 5G DSS da Claro estava disponível desde julho. A vantagem para os usuários é uma banda larga móvel mais veloz que o 4G.

No entanto, para que o usuário usufrua do benefício precisa ter um celular compatível. No Brasil, até novembro, apenas três aparelhos (Motorola Edge, Moto G 5G Plus e Samsung Galaxy Note 20) suportavam o compartilhamento de frequências. O conceito do DSS (compartilhamento dinâmico de frequência) já está em uso por outras
operadoras no país. Mesmo não oferecendo todas as vantagens de uma rede de quinta geração, já traz para os brasileiros o gostinho do que será oferecido pela 5G nas frequências que serão licitadas em 2021 pela Anatel.

Prova de conceito

No Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Ericsson instalado em Indaiatuba (SP), a fabricante tem realizado provas de conceito para mostrar o poder de transformação do padrão 5G e das novas gerações das plataformas de TI que controlam os eventos nas redes.

A fabricante sueca acredita que o 5G será a plataforma de negócios mais importante da próxima década, exercendo um papel fundamental no desenvolvimento econômico, tecnológico e de inovação de vários setores econômicos.

De acordo com o relatório Harnessing the 5G Consumer Potential da Ericsson ConsumerLab, o mercado 5G pode valer US$ 31 trilhões em 2030 globalmente. Somente os provedores de serviços de comunicações podem acumular US$ 3,7 trilhões do total, valor com potencial de crescimento à medida em que novas oportunidades digitais adjacentes chegam.

No Centro de Indaiatuba as pesquisas usam tecnologias como Inteligência Artificial para que as redes se tornem cada vez mais inteligentes e se autogerenciem para atender as transformações a caminho, como veículos autônomos, o
uso cada vez mais intensivo de robôs, os drones e a indústria 4.0. “Nesse cenário, será impossível para um humano fazer o controle e a parametrização das redes”, conclui Edvaldo.

 

FONTE: TeleSíntese
Nossos sinceros agradecimentos aos autores da publicação!