Neko será porta de entrada para operadora estrangeira no mercado brasileiro

Neko será porta de entrada para operadora estrangeira no mercado brasileiro
Yon Moreira, sócio da Neko e da Surf Telecom (Crédito: Divulgação)

Apesar de ainda não ter entregue toda a documentação necessária à assinatura dos termos de autorização de uso da radiofrequência de 26 GHz comprada no leilão realizado pela Anatel em novembro, dois sócios da Neko estão confiantes de que vão cumprir todos os ritos necessários até quarta-feira, 8. Não só isso, como anteciparam ao Tele.Síntese que a empresa será a porta de entrada de uma nova operadora estrangeira no Brasil.

Yon Moreira e Luiz Quintão não adiantam qual o grupo, mas avisam que já foi firmado o memorando de entendimento para que esta operadora compre a capacidade da Neko – nome provisório da empresa – e seja sua cliente âncora. A estrangeira tem por trás “um grande fundo de investimentos norte-americano”, limita-se a dizer Moreira.

Os sócios, é bom lembrar, têm um histórico de inovação no mercado móvel. Juntos, criaram a primeira rede 4G da África, em Angola, em 2012, quando Moreira presidia o principal grupo de telecomunicações local. De volta ao Brasil, criaram a Surf Telecom, que se tornou uma MVNO enabler. Ou, aproveitando os termos em voga, uma “rede neutra para MVNOs”, atualmente com mais de 100 operadoras virtuais credenciadas a utilizar sua rede.

A Neko terá operação totalmente separada da Surf Telecom. Embora tenha sócios em comum, terá um modelo de negócios diferente. A ideia é criar uma rede neutra para banda larga móvel 5G FWA e internet das coisas que exijam aplicações de baixa latência.

Toda a capacidade será utilizada pelo cliente âncora e demais clientes. A Neko terá o conceito “asset heavy”, que é diferente do utilizado na Surf. Significa que será dona de todos os ativos necessários à entrega dos serviços, deterá toda a infraestrutura. A Surf, do tipo “asset light”, recorre a parcerias com TIM e Oi para utilização de infraestrutura de rede. Nada que impeça a Neko de firmar parcerias com outras operadoras neutras no mercado móvel. A licença arrematada pela empresa foi de 26 GHz, cobrindo o estado de São Paulo, exceto a capital.

FONTE: TeleSíntese
Aproveito a oportunidade para renovar meus protestos de respeito e consideração aos autores da publicação original.