Leilão 5G deve sair mais caro. Pelo menos R$ 40 bilhões no total.

O edital de venda do 5G, que envolve diferentes frequências – de 700 MHz; de 2,3 GHz; de 3,5 GHz e de 26 GHz – com distintas obrigações de investimento, deverá sair por um preço bem mais salgado para os compradores do que o inicialmente previsto pelo presidente da Anatel, Leonardo de Morais, que chegou a anunciar no mês passado o montante de até R$ 35 bilhões a serem arrecadados no leilão, entre depósito em dinheiro (menos de 10%) e obrigações de construção de redes.

Conforme interlocutores bastante familiarizados com as contas formuladas e entregues ao Tribunal de Contas da União (TCU) o valor do leilão, sem se considerar ágios a serem ofertados pelas empresas competidoras, deverá ser de pelo menos R$ 40 bilhões. E nessa conta continua a levar em conta que a venda terá um caráter não arrecadatório, ou seja, quase a totalidade dos recursos a serem ofertados serão gastos em investimentos na própria infraestrutura, com o cumprimento das obrigações previstas no edital.  Temabém mantém os gastos com a rede privativa do governo no limite de R$ 1 bilhão e com a Rede da Amazônia, outros R$ 1,5 bilhão.

Patinho Feio? 

Conforme fontes envolvidas com o leilão, o  aumento de precificação de pelo menos R$ 5 bilhões ao que estava calculado inicialmente  deve-se, principalmente, à valoração do espectro de 2,3 GHz. Embora esteja havendo importantes movimentos no mercado e previsão de disputa para a compra da frequência de 700 MHz e dos lotes regionais da faixa core da 5G, a de 3,5 GHz, os cálculos apontaram para um VPL (Valor Presente Líquido) bem mais valioso na faixa de 2,3 GHz ( que vai de 2.300 MHz a 2.390 MHz) e serão vendidos dois lotes nacionais de 50 MHz e 40 MHz.

Para essa faixa, não há restrições para as grandes operadoras irem às compras, a  não ser o limite de spectrum cap já estabelecido pela Anatel, que não tira Claro, Vivo ou TIM da disputa, como acontece com as faixa de 700 MHz ou com os lotes regionais das frequências de 3,5 GHz.

Obrigações

As obrigações de cobertura para as empresas que comparem essa faixa carregarão o atendimento de localidades ainda mudas, pelo menos com a tecnologia 4G. Conforme estimativas da Anatel, essa é uma das dívida mais cara que a telefonia celular ainda carrega do passado, de cerca de R$ 12 bilhões,  para atender entre 12 mil a 14  mil vilas com até 600 habitantes que ainda não recebem a cobertura móvel. A estimativa é de que sejam contempladas oito mil dessas cidades. Essa obrigação será dividida também com a operadora que levar a frequência de 700 MHz, que também terá que instalar a cobertura do celular nas estradas federais.

 

FONTE: TeleSíntese
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