IoT continua no MCTI, afirma secretário de Inovação

 

Secretário Paulo Alvim / Foto: Gabriel Jabur

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação continuará  responsável pela coordenação de  ações relacionadas à IoT (Internet das Coisas), após o desmembramento da área de Telecomunicações para o recém-recriado Ministério das Comunicações.

“A IoT é uma das tecnologias prioritárias do ministro Marcos Pontes e continua no ministério”, afirmou hoje, 10, em uma live, o secretário de Inovação e Empreendedorismo do MCTI, Paulo Alvim. “Desde o final do ano passado, nós temos incorporado muitas iniciativas complementares de inteligência artificial e outras áreas de tecnologias digitais que contribuem para acelerar o processo de Internet das Coisas ”, continuou.

Previu que haverá a participação de representantes do novo ministério em diversas câmaras setoriais do governo.  “Lógico que diversas dessas câmaras terão a participação dos colegas das Comunicações, mas a liderança é aqui no Ministério e esse é um processo que a gente deve incorporar”, acrescentou. “Existe uma convergência dentro do governo: as câmaras de IoT são lideradas e supervisionadas por nós, mas a Câmara da Indústria 4.0 é junto com a Economia [Ministério da Economia]”,  detalhou.

Mão de obra

O secretário do MCTI disse que o Brasil enfrenta um grande desafio de capacitar mão de obra para o país digital, tema da live promovida pela Aliança Conecta Brasil. “O Brasil tem o problema do desemprego e, antes da pandemia, a demanda de postos de trabalhos vagos no setor de TIC [Tecnologia da Informação e Comunicação] era na área de 300 mil. Essa é uma situação a nível internacional”, ampliou.

Segundo ele, ações para resolver esse déficit de profissionais têm sido tomadas em parceria com o setor privado. “Nós produzimos, antes da pandemia, uma proposta de aceleração do processo de requalificação, qualificação e formação. As empresas têm intenção de serem parceiras do setor público nesse esforço. Não passa somente pelo setor de TICs, permeia diversos setores. O capital humano é gargalo nas quatro câmaras que estamos trabalhando. Todo o leque de profissionais de tecnologia se torna cada vez mais essencial. Este é um desafio e, se não houver uma ação integrada entre público e privado, uma parceria, a gente vai ter muita dificuldade”, afirmou.

FONTE: TeleSíntese
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