Fusão entre Giphy e Facebook prejudica competição, diz Reino Unido

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O regulador de competição do Reino Unido definiu que a fusão do Facebook com o Giphy, plataforma de busca de gifs, prejudica a competição entre redes sociais ao remover um competidor em potencial do mercado de anúncios. Com isso, o órgão pode desfazer o acordo entre as empresas e exigir que o Facebook venda sua aquisição.

As partes envolvidas terão até o dia 2 e setembro para responder sobre os achados da CMA. Em 25 deste mês, o regulador irá enviar uma nota com possíveis remédios para a fusão da Giphy com o Facebook. O relatório final sobre o caso deverá sair em 6 de outubro de 2021.

Como resultado de sua investigação, o regulador descobriu que a posse do Facebook sobre o Tenor poderia acarretar no bloqueio do acesso à GIFs a outras plataformas. A maioria das plataformas que competem com o Facebook usam GIFs, sendo que há apenas mais um grande provedor de GIFs, o Tenor, que pertence ao Google.

O Facebook também pode alterar os termos de uso do site de buscas. Uma das possibilidades é de que a rede social exija que clientes, como Twitter, TikTok e Snapchat forneçam mais dados de seus usuários. Isso aumentaria ainda mais o poder de marketing da rede. A empresa Facebook, com suas subsidiárias Instagram e Whats’s App já representa 70% do tempo que as pessoas passam nas redes sociais.

A CMA argumentou que o Giphy oferecia um serviço inovador e capaz de competir com o Facebook. Antes da fusão, muitos anunciantes procuravam  plataforma de busca para divulgar seus produtos e serviços por meio de imagens.

Apesar da maior atuação nos Estados Unidos, o Giphy vinha expandindo seus serviços de anúncios pelo mundo, inclusive no Reino Unido. De acordo com o regulador, isso significaria um novo player no mercado, trazendo mais inovação. “No entanto, o Facebook encerrou as parcerias de publicidade paga da Giphy após o negócio, o que significa que uma importante fonte de concorrência potencial foi perdida”, afirmou a CMA em nota. 

O Facebook adquiriu o Giphy ainda em maio de 2020 por US$ 400 milhões. Alguns meses depois, em junho, a CMA iniciou uma investigação contra a fusão. A aquisição do Instagram e do WhatsApp também foi alvo de polêmicas e contestada na Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos por 48 estados.

FONTE: TeleSíntese
Por mais esta excelente publicação, agradecemos.