Fundação Telefônica Vivo leva a Ciência de Dados a escolas públicas

Fundação Telefônica Vivo leva a Ciência de Dados a escolas públicas
Crédito: Freepik

A Fundação Telefônica Vivo, braço social da Vivo, lançou o projeto Ciência de Dados. Pela iniciativa, oferece formação direcionada na área aos alunos da rede pública de ensino médio, por meio de qualificação técnica. Este projeto acontecerá em parceria com as Secretarias Estaduais de Educação e, na fase piloto, atenderá 19 escolas em 3 estados: Espírito Santo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

A ação faz parte do Pense Grande Tech, iniciativa da Fundação que usa a tecnologia como instrumento de transformação e contribui com o desenvolvimento de competências digitais em educadores e estudantes. O curso poderá ser realizado nas modalidades de Técnico, FICs e Eletivas.

O novo Ensino Médio estabelece que os estudantes tenham 1800 horas de aula destinadas à parte comum da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e 1200 horas de aula voltadas aos itinerários formativos. Entre eles, uma das opções é a “Formação Técnica e Profissional”, na qual se encaixa na disciplina desenvolvida pela Fundação Telefônica Vivo. Com isso, os alunos poderão optar por uma carreira profissional durante os três anos do Ensino Médio, a partir da escolha do curso.

O cientista de dados é o profissional da área de tecnologia que trabalha nas empresas gerenciando, coletando, organizando e analisando dados, dos quais podem ser obtidos através de sistemas banco de dados e interno, ferramentas de inteligência de negócios etc. O papel principal é levantar esses dados e torná-los acessíveis para análises que auxiliem o crescimento e desenvolvimento do negócio.

Uma pesquisa recente da consultoria Integration para a Fundação Telefônica Vivo, realizada com 500 jovens de escolas públicas e 70 empresas, mostra que 82% dos jovens têm interesse médio a alto por opções de curso técnico profissionalizante. Entre as empresas, por sua vez, 45% afirmaram possuir uma ou mais áreas trabalhando com Ciência de Dados e outras 27% pretendem criar em breve.

Cenário que se reflete nas ofertas do mercado: a pesquisa Emerging Jobs, do Linkedin, principal rede profissional do mercado, mostra que o interesse na área de tecnologia mantém a área no topo do ranking de vagas na plataforma. Essa relação mostra o interesse mútuo no tema, tanto do ponto de vista do estudante, que deseja a qualificação, quanto do mercado de trabalho, que necessita da especialização oferecida pelo programa.

Com a intenção de contribuir para a profissionalização dessa nova geração no universo tecnológico, e de acordo com a demanda do mercado de trabalho, a Fundação Telefônica Vivo idealizou o primeiro currículo técnico de Ciência de Dados em nível médio no País. Com ele, acredita-se ser possível, no médio prazo, aumentar a oferta de jovens preparados para ocupar vagas de Big Data e Análise de Dados, além de democratizar o acesso à informação sobre Ciência de Dados e fortalecer conteúdos de tecnologias no Novo Ensino Médio.

“A tecnologia faz parte do presente da juventude que hoje está – ou deveria estar – nas salas de aula do Ensino Médio do Brasil. E é ela que será diferencial no espaço que esses jovens ocuparão quando pensamos em inclusão produtiva e mercado de trabalho. É certo que não sabemos ainda quais profissões serão as que eles escolherão, especialmente porque talvez algumas delas ainda nem existam, e porque serão várias ao longo dos anos produtivos que terão, mas sabemos que a maior parte delas precisará de conhecimentos de tecnologia”, explica Americo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Vivo.

A formação técnica em Ciência de Dados exige a conclusão de três eixos: Análise de Dados, Gestão de Dados e Big Data, que podem ser realizados em até quatro anos – os três do ensino médio e mais um extra, caso o aluno tenha interesse em estender. No entanto, é possível também utilizar o formato de Formação Inicial e Continuada (FIC), em que ele faz um eixo por vez e recebe certificação intermediária.

Dentro de cada FIC, há, ainda, a possibilidade de fazer apenas unidades curriculares exclusivas, em um formato chamado de “eletivas”. Nesse caso, eles não escolhem o curso de Ciência de Dados, porém podem ter contato com temáticas específicas e se aproximar do tema.

A iniciativa ainda prevê a formação de professores, a fim de garantir a qualificação necessária em Ciência de Dados e desenvolvimento de competências e habilidades, como leitura, análise e argumentação de dados, essenciais para as profissões do futuro.

Para este projeto, a Fundação conta com a parceria do CIEB – Centro de Inovação para a Educação Brasileira, que apoia as redes públicas de Ensino Básico a realizar uma transformação sistêmica nos processos de aprendizagem, gerando mais qualidade para a educação, por meio do uso eficaz das tecnologias digitais. “O currículo de Ciência de Dados está absolutamente em linha com as demandas do mundo contemporâneo, além de ser inédito no Brasil”, comemora Lúcia Dellagnelo, diretora-presidente do CIEB. “O curso dará aos participantes condições de trabalhar nos mais variados setores da economia, apoiando as ações de coleta, gestão, análise, visualização e interpretação de grandes conjuntos de dados, sempre fundamentados na cidadania digital, nos princípios da sustentabilidade e na ética”, explica.

Contribuíram ainda nesta construção os técnicos das Secretarias de Educação de diversos Estados do Brasil, e o Social Good Brasil, organização sem fins lucrativos que atua no desenvolvimento de metodologias em que dados e novas tecnologias são utilizados para gerar impacto socioambiental positivo no País. (Com assessoria de imprensa)

FONTE: TeleSíntese
Mais uma vez, agradecemos aos autores originais desta publicação.