Fundação da área de saúde destaca o radioamadorismo como hobby


Uma fundação sem fins lucrativos  que se dedica ao atendimento de pacientes renais, a PróRim, de Santa Catarina, publicou uma matéria interessante envolvendo o radioamadorismo. Nela, foi contada a história do colega Olindino Lopes, PP5PL, um radioamador de Joinville que vem enfrentando a difícil rotina da hemodiálise por meio da prática do radioamadorismo. Vale a pena ler e compartilhar! Reproduzimos abaixo a matéria encontrada no site da PróRim e que pode ser acessada por meio deste link.

Um hobby para deixar a vida mais leve

A paixão pelo rádio amadorismo transformou a vida de um paciente renal

Olindino Lopes é apaixonado pelo rádio amador (uma ferramenta internacional e centenária de comunicação sonora). Conversar com amigos do mundo inteiro por este equipamento, lhe dá leveza na luta do tratamento de hemodiálise e conecta-se com quem ele sempre foi e gostou. Desenvolver um hobby é um hábito saudável a todos.
O paciente em meio aos seus aparelhos de rádio amador.
 

Ajuda a se afastar do estresse do dia a dia, relaxar e até mesmo ampliar o relacionamento com pessoas de gostos e interesses comuns. É uma atividade prazerosa, que garante qualidade de vida e bem estar a todos. “Ainda mais para quem enfrenta a dura realidade do tratamento da hemodiálise, assim como eu”, atesta Olindino.

Quando voluntários e profissionais da saúde entram na sala de hemodiálise e vêem todos os pacientes no mesmo contexto do tratamento, percebem algo que os diferencia: as suas paixões pelo que fazem e as peculiaridades nas histórias de vida que ajudam a enfrentar o tempo e a insegurança. Ao questioná-los com “o que você ama fazer?”, os olhos brilham ao revelar suas paixões e aptidões, muitas vezes adormecidas pela rotina do tratamento. Mesmo assim, muito vivas, como um caminho para encontrar sentido em meio às suas realidades.

Aliviar o estresse

Para a psicóloga Kélin Bogo de Siqueira, da unidade Vida Center, da Fundação Pró-Rim, o desenvolvimento de hábitos de lazer, hobbies e paixões pessoais são excelentes porque “ao termos um hobby nos presenteamos com um momento de satisfação, alegria e autoconhecimento. Pois quando realizamos algo que gostamos, o nível de endorfina aumenta, nos deixando mais relaxados, alegres e motivados isso auxilia no alivio do estresse do dia-a-dia, pois nos desconectamos das atividades estressantes da nossa rotina“. Segundo ela, esses momentos de lazer também ajudam a diminuir sintomas de depressão e ansiedade, além de melhorar autoestima e as funções cognitivas.

Paixão pelo rádio amador

Olindino trabalhou muitas décadas consertando geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. Mas a grande paixão da sua vida é operar o antigo aparelho de rádio amador, hobby que se dedica há mais de 30 anos. E é através desta comunicação que ele viaja pelo mundo inteiro sem precisar sair da sua sala. Em um mundo digital, dominado pela internet, ele exibe cartões postais antigos, amarelados, de todos os continentes e há décadas mantém incontáveis amizades, como José Carlos Pereira, com quem conversa frequentemente.
Segundo o amigo, Olindino é muito inteligente e ele mesmo fabrica as antenas e conserta os seus aparelhos de rádio amador. “Muitas vezes a gente vara a madrugada até amanhecer, em conversas engraçadas ou com troca de experiências na companhia remota com quatro ou cinco amigos”, conta José. Ele garante que a principal característica do amigo é a alegria. Olindino compara o conhecimento adquirido nesta atividade prazerosa, equivalente ao doutorado em qualquer faculdade. “Sem o rádio amador a minha vida teria sido muito vazia e sem emoção”, descreve o paciente renal.
Olindino durante as sessões de hemodiálise.

Gratidão

Olindino tem 72 anos e há um ano perdeu completamente a função renal e faz hemodiálise na Fundação Pró-Rim, em Joinville (SC). É casado com Paulina há 53 anos. O casal tem quatro filhos, dez netos e quatro bisnetos. Olindino fica emocionado mesmo é quando fala sobre a equipe da Fundação Pró-Rim: “A dedicação deles é algo que supera a atividade profissional. Eles cuidam de mim como se eu fosse o pai deles e eu os considero meus filhos. Nunca me senti tão amado assim na minha vida”, resume o paciente. Recentemente, Olindino fez uma publicação nas redes sociais deixando sua mensagem de agradecimento aos profissionais da Pró-Rim e emocionou a todos. A simplicidade das suas palavras contagiou a toda a equipe.

Que tal criar um hobby?

Você ainda não tem um hobby? Confira as dicas da Psicóloga Kélin Bogo de Siqueira sobre como desenvolver esse hábito de bem-estar:
1. Pense em  uma atividade que você goste de fazer.
2. Experimente e perceba como se sente ao realiza-las. É fundamental que esse momento lhe proporcione a sensação de relaxamento.
3. É importante se dedicar ao seu hobby. Reserve pelo menos um momento na semana para exercê-lo.
Algumas sugestões de hobbies: Ouvir música, dançar, tocar um instrumento musical, ler, escrever, assistir a um filme, praticar exercícios físicos, cozinhar, fotografar, trabalhos manuais, jogos diversos, entre outros.
Fonte: https://www.prorim.org.br/historias-de-vida/um-hobby-para-deixar-a-vida-mais-leve/







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FONTE: Blog QTC da ECRA
Por mais esta excelente publicação, agradecemos.