FBR Digital recebe recursos novos para virar uma “meta tele”

Diretor da FBR Digital, Ascanio passa a contar com novos recursos para ampliar a FBR Digital. Foto: Divulgação
Ascanio França,Sócio da FBR Digital, operadora atua como broker. Foto: Divulgação

A Squared Ventures, formada por empreendedores pernambucanos, fez um investimento de porte na FBR Digital, operadora especializada em sistema inteligente para monitoramento, gestão e qualificação da internet, e passa a ter uma participação relevante no negócio.

No acordo, os fundadores da empresas permanecem como sócios majoritários e contarão com total liberdade para tocar o negócio. Os valores de participação e de investimentos não foram revelados.

O recurso será voltado para acelerar 10 vezes o crescimento da carteira de clientes e ampliar a presença no mercado até 2024, afirmou Silvio Meira, cientista-chefe da Squared Ventures, que também vai usar recursos do fundo SAINTS para o investimento na empresa.  

A ideia é investir na construção de uma plataforma que integra todas as partes da operação atual da FBR Digital. Para isso serão contratados desenvolvedores, arquitetos de software e cientistas de dados. Está no radar também a ampliação internacional,  um plano antigo da empresa, que foi interrompido pela pandemia. 

“A FBR Digital está varrendo o Brasil, estudando todos os backbones do país, qualificando os provedores de internet para manter a qualidade do serviço com resiliência e de forma econômica para criar conexão lógica na ponta. Trata-se de uma meta tele, pois virtualiza os serviços de telecom e entrega conexão segura”, disse Meira.

Reviravolta

Fundada em 2015 como um provedor de internet (ISP) tradicional, homologado e certificado pela Anatel, a FBR sofreu uma reviravolta dois anos depois, optando por investir no cliente. Vendeu toda a infraestrutura e transferiu os recursos para construir uma base de dados de ISPs.

O modelo do serviço é baseado em software e inteligência de negócio para descobrir quem são, onde estão e como atendem os cerca de 14 mil provedores brasileiros estimados pela Anatel. Até agora, a startup já identificou os padrões de qualidade e tem entendimento total de mais de mil deles, já cadastrados em seu sistema. Por enquanto,  não opera com ferramentas de Inteligência Artificial, mas pretende incorporá-las futuramente.

Essa modalidade de negócio permitiu à empresa um crescimento exponencial de 698%, disse Ascânio França, CEO da FBR Digital e um dos fundadores, em parceria com Thiago Carvalho, COO. Situada em Caruarú, no interior de Pernambuco, a empresa atende hoje clientes espalhados por todo o país.

“Somos  uma operadora de internet digital, que não possui um metro de fibra óptica sequer, mas que consegue atender qualquer cidade do país por meio de um processo que envolve análise de dados da telecom nacional, qualificação desses dados – tipos de serviços oferecidos, requisitos técnicos, capacidade de atendimento – para fazer a gestão assumindo todo o monitoramento, a manutenção, o faturamento, o contrato, o Noc, o serviço 0800”, afirmou França. 

Essas etapas, segundo ele, são chamadas de conexão inteligente. “A forma como o acesso à internet é vendido no mercado não está correta, por ser baseada apenas na venda de link dedicado e banda larga, sem considerar o que o cliente quer, precisa e o que uma determinada região consegue oferecer.”

De acordo com o executivo, a meta agora é ampliar a base de ISPs homologados para ampliar o processo de venda, além de estreitar a relação com os eles de forma a entender seus desafios, em que áreas querem trabalhar para então poder gerar novos negócios. Atualmente, a startup concentra seu atendimento em empresas de médio e grande porte, com mais de 100 filiais. O ticket médio éestá em torno de R$ 400 por link.

FONTE: TeleSíntese
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