Escassez de chips ameaça cronograma de retirada de equipamentos chineses das redes de ISPs dos EUA

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Imagem: Cristian Ibarra, disponível no Pixabay

A crise de escassez de semicondutores pode impedir os pequenos provedores de internet dos Estados Uniddos de cumprirem a Lei de Redes de Comunicações Seguras e Confiáveis do país. A afirmação foi uma resposta da Rural Wireless Association (RWA) dos EUA a um pedido de comentário da Comissão Federal de Comunicações (FCC). Emitido no dia 11 de maio, o pedido buscava responder se o desabastecimento de semicondutores atinge o setor de telecomunicações. O órgão recebeu diversas respostas de empresas e entidades.

A Lei de Redes de Comunicações Seguras e Confiáveis consiste em um programa para remover equipamentos de fornecedores que representam um risco á segurança nacional, na concepção dos EUA, o que inclui Huawei e ZTE. Ela também define o reembolso de provedores com menos de 2 milhões de clientes com o intuito de compensar o custo da proibição dos equipamentos.

A RWA disse que a crise trouxe um atraso de entre nove e 12 meses na entrega de equipamentos. A associação defendeu que, nesse contexto, o fundo de fomento para o 5G nas áreas rurais, o Rural 5G Fund Order, deverá ser prolongado por mais dois anos após a previsão de fim da crise.

Na mesma linha, a Associação de Provedores Competitivos (Competitive Carriers Association) relatou que, à medida em que a escassez de semicondutores se estende, os pequenos provedores vão perdendo capacidade de absorver impactos e “seguir enfrente com outras prioridades”.

Soluções

Já a Indústria de Tecnologia da Informação (ITI) confirmou os temores da FCC de que a crise impactou produtos do segmento de comunicações. Há escassez de produtos de rede core, como ethernet, roteamento e redes sem fio e equipamentos para a 5G. Para a ITI, uma das soluções seria a diversificação de cadeias de suprimento no mundo.

A Intel e a Qualcomm responderam ao pedido da FCC afirmando que os investimentos do país a P&D tem sido “inadequados”. A Intel também defendeu que a indústria precisa trabalhar em conjunto em ações, como melhorar a comunicação entre fundições. Por sua vez, a Qualcomm ressaltou que a falta de mão de obra qualificada tem ameaçado a cadeia de produção. (Com assessoria de imprensa)

FONTE: TeleSíntese
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