Equipamento 5G da TIM será instalado em casa pelo próprio cliente

O diretor de engenharia da TIM, Marco di Costanzo (foto), falou hoje, 21, um pouco mais do modelo de negócio para 5G traçado pela operadora. A empresa terá uma oferta em FWA (banda larga fixa sem fio), segundo a qual o cliente compra o equipamento e ele mesmo instala no local onde vai usufruir na conectividade.

O executivo, que participou de live realizada pelos sites Mobile Time e Teletime, disse que o modelo segue a experiência adquirida com a venda do TIM Live Internet, produto comercializado hoje em várias partes do país, que oferece conectividade de 5 Mbps. Neste caso, também cabe ao consumidor levar o modem para casa e instalá-lo no melhor ponto para irradiação do sinal WiFi.

“Estamos hoje com internet FWA 4G de 5 Mbps em mais de 400 cidades. Não é suficiente para chamar de banda larga. Existem casos muito bem identificados de oportunidade para atender com FWA em 5G no mercado B2C”, falou.

Segundo ele, a operadora vai usar suas frequências legadas para ampliar a velocidade do Live TIM Internet nas cidades de Bento Gonçalves (RS), Itajubá (MG) e Três Lagoas (MS). Hoje a TIM usa os espectros de 700 MHz, 850 MHz, 900 MHz, 1,8 GHz, , 2,1 GHz e 2,5 GHz para a oferta de serviços 2G, 3G e 4G.

O 5G será do tipo non-standalone, ou seja, será entregue sobre um núcleo de rede 4,5 G, que fará a agregação de portadoras. Costanzo afirmou que a estratégia da empresa em lançar o 5G em setembro nas três cidades mencionadas difere da estratégia das rivais Claro e Vivo, que lançaram o serviço neste mês em bairros de algumas capitais.

“O nosso será um serviço comercial para o usuário final. Não é para mostrar a tecnologia 5G DSS. Não é lançar a tecnologia limitadamente, para poucos em alguma área da cidade, que mais parece uma corrida de 100 metros rasos. E na TIM nós encaramos isso como uma maratona, de longo prazo. Nosso objetivo é levar o serviço ao consumidor final”, afirmou.

5G Ready e rede neutra

Costanzo também afirmou que a TIM fechou contratos recentemente com duas fornecedoras de equipamentos de rede móvel “uma do ocidente, outra do oriente”, brincou. E o fornecimento durará três anos. Nesse período, todos os rádios instalados país afora serão 5G Ready. Ou seja, bastará uma atualização de software para serem transformados de equipamentos 4G para 5G NSA.

Ele também comentou o processo de busca por um sócio para o investimento em uma rede neutra de fibra óptica. A companhia anunciou a busca por parceiro em março, ao divulgar seu plano trienal. Na última semana, o UBS foi confirmado como banco responsável pela prospecção.

Costanzo disse hoje que o modelo será de joint venture para a construção da rede de acesso, FTTH, que será neutra. Ou seja, poderá ser acessada por terceiros.

FONTE: TeleSíntese
Agradecimentos aos autores originais desta publicação! Até a próxima!