Desabastecimento de chipsets irá limitar 5G em 2022

Desabastecimento de chipsets irá limitar 5G em 2022
Crédito: Freepik

O número de conexões 5G não será limitada pelo desenvolvimento das redes 5G, mas sim pelas remessas de menor volume de dispositivos 5G com o desabastecimento de chipsets, diz pesquisa da consultoria Analysis Mason.

De acordo com a empresa, haverá 105 milhões de aparelhos 5G a menos do que a última previsão da Mavenir no próximo ano. O número de pessoas com dispositivos compatíveis com a tecnologia de quinta geração irá afetar de forma direta na quantidade de assinaturas de pacotes 5G, diz a consultoria.

De forma diferente das outras gerações, a 5G seguirá por dois caminhos distintos. Enquanto os consumidores finais terão, principalmente, conexão 5G non-Standalone, as aplicações B2B irão usufruir do 5G Standalone. Os operadores que focarem em B2B ou B2B2C irão depender de parcerias com provedores de nuvem.

Tendências para consumidores finais

Casas conectadas são uma das maiores promessas para operadores de telecom, conforme a pesquisa. O segmento oferece oportunidade para que as telcos lancem serviços de valor agregado, como segurança cibernética em casa conectada e detecção de movimento por wi-fi, com o objetivo de aumentar o número de assinantes e ARPU. 

A Analysis Mason destacou ainda que o Metaverso não se constituirá como aplicação de grande relevância para a 5G, mas representará um salto para tecnologias de realidade aumentada e virtual (AR/VR). Algumas operadoras poderão avaliar sua entrada no mercado como facilitadores, uma vez que o VR do metaverso é bastante pesado. No entanto, antes disso, os provedores de telecom precisarão de formar parcerias, como no segmento de jogos.

Esse mercado de jogos começará a fazer parte das estratégias de agregação de serviços das operadoras em 2022.  Após o processo da Epic Games e da Apple, as condições se tornaram mais propícias para que plataformas e desenvolvedores de jogos utilizem a infraestrutura das telcos, analisa a pesquisa.

Tendências B2B

A rede 5G irá prevalecer nas redes privativas no próximo, acumulando 75% desse mercado. A porcentagem representa um aumento de 31% em relação ao fim de 2020. No entanto, o edge computing, aposta de complemento ao 5G, ficará para trás, sendo que apenas 20% das redes privativas utilizarão a tecnologia. O edge computing terá maior presença em 2025, quando estará em metade das redes privadas.

Os provedores irão voltar a ter mais crescimento de receita na área de conectividade e serão ativos no desenvolvimento de soluções verticais (como, saúde e educação), serviços digitais para pequenos negócios e até alguns nichos de serviço de nuvem. Porém, os maiores ganhos ficarão por conta dos serviços de TI.

Para 2022, empresas anunciarão diversos pilotos com tecnologia 5G, mas irão lançar poucos serviços comerciais. Isso porque as operadoras ainda precisarão de mais tempo para decidir os preços dos serviços 5G e qual a melhor forma de ofertá-los.

Redes telecom e software

Um total de US$ 990 bilhões em Capex serão direcionados para tecnologias 5G entre 2020 e 2027. Entre as tecnologias que receberão os recursos, estão RAN, nuvem, core e transporte. A maior parte desse investimento será baseada em novos fluxos de receita para 5G, principalmente, em serviços B2B avançados.

Os provedores de nuvem pública terão um papel maior no cenário 5G. Eles serão os fornecedores primários em tecnologias essenciais para mercados de inteligência artificial, sistemas de gerenciamento de dados e funções de rede 5G. Deve aumentar o número de parcerias estratégicas entre os provedores de comunicação e de nuvens públicas.

A OpenRAN passará por uma verificação da realidade sobre custos e prazos. Soluções integradas de apenas um fornecedor darão lugar às RANs desagregadas e virtualizadas. A curto prazo, essa mudança deve ocorrer apenas nas redes privadas.

O estudo também prevê que a expansão de fibra e de 5G contará com 20% dos novos investimentos entre 2022 e 2023 nos mercados desenvolvidos. Uma parte crescente desse dinheiro virá de negócios que não são de telecomunicações.

FONTE: TeleSíntese
Meu agradecimento pelas excelentes publicações!