Como os especialistas veem o futuro dos chatbots?

Nos últimos anos, os chatbots têm ganhado cada vez mais aceitação entre empresas dos mais diversos setores. O que antes era visto como uma ferramenta apenas acessória, tem se tornado primordial para dinamizar processos e dar novas nuances no relacionamento de uma companhia com o seu público. São, por exemplo, os software de chat ao vivo para aumentar a conectividade com o público.

Essa aceitação que possibilitou a ascensão dos chatbots se tornou cada vez mais notável à medida que as ferramentas sem código libertaram os bots das amarras do desenvolvimento de software hardcore e os tornaram acessíveis a uma quantidade maior de pessoas. Sua disseminação nos mais variados mercados, portanto, foi quase instantânea.

Hoje, os chatbots são muito mais do que um simples serviço de mensagens. Claro, eles podem ser tão simples quanto a troca de mensagens ou se tornar uma rica  fusão de elementos visuais interativos e conversacionais (baseados em texto ou voz) , projetados não apenas para coletar dados, entender a linguagem natural, mas também executar funções avançadas de interação e organização de conteúdo de acordo com as preferências de um determinado cliente ou público.

Diante desse cenário, especialistas ao redor do mundo estão distribuindo conselhos sobre como os chatbots podem ser utilizados e qual o futuro deles na indústria. Empresas estão inovando, como o software de chat ao vivo da Crisp, uma das melhores novidades para quem unifica os canais de relacionamento em uma plataforma ágil e segura.

Um exemplo é o aplicativo desenvolvido por Amir Shevat , um desenvolvedor de produtos com mais de 20 anos de experiência e empresas como Microsoft, Google, Slack e Amazon (Twitch) em seu currículo. Em meio à pandemia do novo coronavírus e a dificuldade para realizar entrevistas presenciais de emprego, ele criou o Interviewsly,  aplicativo que cria um canal de conversa para ajudar equipes de recursos humanos pelo mundo. A plataforma unifica informações, apresenta slides e é totalmente interativa.

 “Tivemos o COVID e muitas pessoas perderam os empregos. Então, pensei em como podemos criar uma nova experiência de contratação que seja baseada em interfaces de conversação que ajudarão as pessoas a contratar todas essas pessoas de volta. A integração entre o ser humano e os chatbots vai aumentar e isso é benéfico”, disse Amir em uma entrevista ao site Landbot.

Para Cristina Santamarina, que é product manager da Mediktiv e criadora do Chatbots em espanhol, esse tipo de tecnologia está rompendo os limites do mundo corporativo e sendo integrado também às repartições públicas, o que é positivo na visão dela. “Tem sido muito positivo que não apenas criadores de chatbot e empresas, mas instituições oficiais como governos e prefeituras e grandes organizações, como a OMS (Organização Mundial da Saúde) tenham criado chatbots  para canais diferentes. Isso é um incentivo importante para que as pessoas adotem isso em suas empresas”, afirmou.

Segundo Lauren Nham, desenvolvedora de novos produtos na Sutherland Labs, o uso dos chatbots neste momento significa uma nova forma de interagir com o público, sobretudo em um momento no qual o distanciamento social e a vida na internet ganhou outra importância.

“Operamos muitos contact centers em todo o mundo. Então, esses call centers quando o COVID foi atingido estavam basicamente fechados. Foi um choque de oferta em todo o setor.   Já tínhamos um pipeline de pré-estudo em chatbots, todos interessados ??em ‘como posso apenas tornar as coisas um pouco melhores?’. As empresas não podiam e ainda não podem ter muitos funcionários em seus escritórios, mas a vida continuou de alguma maneira. Como atuar para minimizar esse problema? Não é algo fácil, mas a tecnologia está aí para isso”, afirmou.

A opinião dos especialistas mostram que os chatbots estão revolucionando as empresas de distintas formas. Isso não significa que os seres humanos serão alijados dos seus empregos. Mas que a interação entre ambos certamente vai oferecer uma performance mais assertiva e ágil para resolver os problemas do século 21.

FONTE: Blog SempreUpdate
Agradecimentos aos autores originais desta publicação! Até a próxima!