Claro vai participar do leilão de ativos móveis da Oi

Daniel Hajj, CEO da América Móvil, controladora da Claro Brasil, afirmou na manhã de hoje, 15, que a empresa vai participar do leilão de ativos móveis da Oi. Ele afirmou que há interesse na carteira de clientes e na aquisição de parte da capacidade da rede.

“Estamos atentos e interessados nos ativos. Seria um bom acréscimo. O que pudermos fazer com Oi para ter mais clientes e capacidade, seria bom. Então, vamos participar do leilão do lado móvel”, resumiu Hajj.

A Oi passa por recuperação judicial desde junho de 2016. Em 2018, a companhia aprovou um plano de recuperação que previa a venda de ativos, mas não incluía a área móvel. Neste ano, a empresa apresentou proposta de modificação do plano para permitir a venda da unidade celular e de parte da área de infraestrutura óptica. O aditamento está sendo negociado com os credores. Quando houver consenso, deverá ir a votação em assembleia, e então ser homologado na Justiça. Só depois haverá o leilão dos ativos.

Nextel

O executivo da América Móvil também comentou o processo de fusão da Claro Brasil com a Nextel. Segundo ele, a integração das empresas está a todo vapor, e deve ser concluída até o final do ano. A empresa também identificou ativos que vão sobrar dessa integração.

“No caso da Nextel, já temos praticamente todas as sinergias feitas. Ao final do ano teremos toda a sinergia concluída, exceto pelas torres, que temos a mais em locais onde já tinha da Claro, então uma parte das torres é extra”, comentou.

Capex

Hajj afirmou ainda que a Claro Brasil, assim como todas as subsidiárias da holding, vai reduzir o Capex para este ano em função da pandemia. A ordem é cortar custos e fazer aportes onde for prioridade estratégica. Dessa forma, a empresa deverá manter investimentos que incentivem as vendas.

“Vamos reduzir o Capex previsto para o ano, mas ainda não sabemos o quanto. Estamos ainda em revisão. As vendas, como parte do investimento é relacionado a vendas, não estamos cortando nada aí”, afirmou Hajj.

O executivo também comentou brevemente o lançamento da 5G no Brasil. Disse que há possibilidade para cobrança diferenciada pelo acesso. Mas que por enquanto, a empresa quer observar o comportamento dos rivais e dos clientes, além de entender como a tecnologia complementa a rede e a venda de serviços de banda larga fixa.

Por fim, Hajj afirmou que a América Móvil não pretende seguir a tendência vista entre os operadores de rede, de vender ativos de infraestrutura. Segundo ele, o grupo está atento a possível compartilhamento em áreas de baixo tráfego, como zonas rurais, ou mesmo em áreas muito densas, onde é importante acrescentar capacidade. “Mas não pensamos em realizar nenhum spin off da infraestrutura”, concluiu.

FONTE: TeleSíntese
Por mais esta excelente publicação, agradecemos.