China está trabalhando duro para reduzir sua dependência de chips americanos

China está trabalhando duro para reduzir sua dependência de chips americanosA China está trabalhando duro para reduzir sua dependência de chips americanos e propriedade intelectual relacionada a semicondutores. No ano passado, o governo chinês investiu nada menos que US$ 29 bilhões em empresas locais de tecnologia para acelerar o desenvolvimento de CPUs, GPUs, chipsets de rede e modems, entre outras coisas.
Em suma, isso faz parte da política para substituir todas as soluções de hardware e software usadas em instituições públicas por alternativas domésticas, uma medida projetada para romper as cadeias de suprimentos e severamente impactar grandes fornecedores americanos como Microsoft, Dell e HP.

China está trabalhando duro para reduzir sua dependência de chips americanos

Atualmente, a China é capaz de produzir 20% dos chips necessários para a indústria local de tecnologia, com planos de cobrir 70% de suas necessidades até 2025. Além disso, parece que o governo chinês e os investidores privados estão dispostos a pagar para a ascensão meteórica da SMIC.
No centro do ambicioso plano da China de se tornar tecnologicamente auto-suficiente está a Semiconductor Manufacturing International Company (SMIC). Apesar de ter escritórios em vários países e ser a maior fundição de semicondutores na China, a SMIC é uma entidade relativamente discreta.
De acordo com analistas, a empresa arrecadou até US$ 7,6 bilhões. Isso, juntamente com uma generosa injeção de US$ 2 bilhões da China, causará uma expansão em capacidade de fabricação, além de alcançar os recursos mais avançados necessários para a fabricação de chips de 7 nm e 5 nm.
China está trabalhando duro para reduzir sua dependência de chips americanosPara colocar as coisas em contexto, a China em 2019 importou US$ 306 bilhões em chips para sua indústria de tecnologia local.

Lacuna tecnológica entre a SMIC e a concorrência

Em contrapartida, pode levar de 5 a 10 anos para a SMIC alcançar seus rivais. Assim, a China terá que enfrentar os custos crescentes do desenvolvimento e fabricação de chips em nós de processo menores.
Além disso, a Huawei cortou seus laços com a TSMC, que está usando hardware e software americano em sua fabricação. Isso forçou a gigante chinesa a firmar novas parcerias com a Shanghai Microelectronics, MediaTek e SMIC. A Huawei é facilmente um dos maiores clientes da SMIC, respondendo por um quinto das vendas de chips da fundição em 2019.
Portanto, a SMIC precisará obter uma licença de exportação dos EUA ou corre o risco de perder o acesso a equipamentos e software essenciais de fornecedores americanos. Em síntese, o governo chinês e os investidores privados estão reunidos para comprar o máximo de ações da SMIC possível para ajudá-la a fechar a lacuna tecnológica entre ela e a concorrência.
Fonte: Tech Spot

FONTE: Blog SempreUpdate
Mais uma vez, agradecemos aos autores originais desta publicação.