Após comprar a Link Solutions no Brasil, TNS inicia expansão pela América Latina

O grupo norte-americano TNS, especializado em realizar a conexão de dados de maquininhas de pagamento, vending machines e outros objetos começou a operar no Brasil. A empresa adquiriu em 2019 a paraibana Link Solutions, que tem uma base com 1,5 milhão de dispositivos conectados. A partir dessa semana, o nome da empresa passou a ser apenas TNS.

O aporte no Brasil é o primeiro feito na América Latina desde 1990, quando a TNS foi criada, nos Estados Unidos. O valor da transação não é revelado pela empresa. A empresa também não diz quanto pretende investir no país e na região. O Tele.Síntese apurou, no entanto, que os investimentos passam de R$ 100 milhões nos próximos dois anos. O dinheiro será usado para levar as operações a Colômbia, Chile, Argentina, Peru e México, mantendo sempre o Brasil como centro do negócio na região.

A Link Solutions era especializada no rastreamento de veículos, embora já tivesse também serviços para o mercado financeiro e para o de monitoramento. Como TNS, vai desenvolver soluções de conectividade para comunicação entre máquinas e telemetria, em todo o território nacional.

Quem vai comandar essa expansão será Alexandro de Araújo, CEO da TNS no Brasil, que era o dono da Link Solutions. O foco de atuação são empresas de todos os portes e instituições dos mais variados segmentos, em áreas como cidades inteligentes, agronegócio, saúde, indústria, varejo e finanças.

“Decidimos entrar no Brasil ao constatar que o país tem as melhores condições para o desenvolvimento de um mercado vibrante de IoT e conectividade. Além disso, mesmo estando presente em mais de 60 países, a TNS ainda precisa conquistar a América Latina e o Brasil é uma excelente porta de entrada no continente”, diz Mike Keegan, CEO da TNS, em nota.

A empresa deverá concorrer, no mercado de meios de pagamentos, com a Lyra. Também vai enfrentar a Cinco, MVNO do Banco Safra dedicada à conectividade de POS próprios, além das operadoras. A TNS tem como parceiras, aliás, as operadoras, uma vez que oferece a conectividade conforme a cobertura necessária para o cliente, e tem uma plataforma de gestão online das informações dos chips.

FONTE: TeleSíntese
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