Agricultura é a vertical em que a Claro mais investe dinheiro

A Claro está investindo alto na cobertura móvel no campo. Segundo Eduardo Polidoro (foto acima), diretor de IoT da operadora, o segmento é estratégico.

“A vertical da agricultura hoje é a mais importante para a Claro, é a que estamos investindo mais dinheiro”, afirmou, durante o evento AGROtic 2021, realizado pela Momento Editorial, nesta segunda-feira, 3.

Motivos para isso não faltam. Polidoro lembrou que há ainda um gap grande de conectividade na área agrícola, embora o setor tenha representado 23,5% do PIB em 2019.

Ele também afirmou que a guerra comercial entre Estados Unidos e China deve favorecer a agricultura brasileira, ao mesmo tempo em que tecnologias para recuperação de áreas degradadas permitem ampliar a produção local, e o consumo de itens agrícolas tende a crescer juntamente com a população mundial.

Cat-M

Diante desse cenário, a Claro desenvolveu várias frentes para atender produtores rurais. A empresa instalou a tecnologia CAT-M em 100% dos sites 4G que possui, em todo o Brasil. “São 85 milhões de hectares com rede Cat-M, cobertura maior do que a do GPRS. Com o Cat-M chego a até 1 Mbps de conectividade, enquanto o GPRS fica em 30 a 50 Kbps, e consigo muito mais dispositivos por células. À medida que o mercado for se atualizando, o GPRS vai ter uma morte natural”, previu o executivo.

Ele lembrou que a tecnologia Cat-M tem um alcance bem maior de cobertura do que o 4G tradicional, triplicando a área coberta.

Citou como exemplo os casos do Rio Grande do Sul e de São Paulo. No RS, a Claro cobria 7,5% do território com 4G, embora isso significasse 98% da população. Com a implantação do Cat-M, passou a cobrir 28,2% do território. E com NB-IoT, a cobertura chega a 51,8% da área do estado. Em São Paulo, 30,5% do território tem 4G. Mas o Cat-M alcança 66,7%, enquanto a NB-IoT, 85,2%.

Oportunidades

A Claro também desenvolveu soluções de sensoriamento de solo capaz. A tecnologia avisa o momento ideal do plantio, de colheita, de fertilização, de pulverização, irrigação. Criou ainda sistema de conectividade para estações agro-meteorológicas e telemetria de máquinas.

“São iniciativas que entregam valor imediato. A telemetria de caminhões leva à redução de consumo de combustível, aponta o melhor momento para ancorar e descarregar, para fazer a manutenção preventiva”, defendeu.

A operadora também já tem, afirmou ele, tecnologias para sensoriamento de galpões e silos que utilizam scanner 3D, LIDAR (tecnologia que usa a luz para identificar presença de objetos), entre outras.

Polidoro chamou a atenção também para a solução de rastreamento da produção baseada em blockchain, o que garante a confiabilidade dos dados sobre a origem, qualidade e tratamento recebido pela produção de soja ou outra cultura.

FONTE: TeleSíntese
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